Cansaço Emocional

Você já se sentiu exausto mesmo sem ter feito nenhum esforço físico extraordinário?

Descansa o final de semana inteiro e na segunda feira parece que está mais cansado?

Muitas vezes, essa fadiga  que o descanso  não cura e a constante sensação de peso que carregamos no dia a dia não vêm de tarefas acumuladas no trabalho ou de preocupações.

E sim de uma sutil violação de uma das leis invisíveis que governam as nossas vidas: as Ordens do Amor.

Ordens que impactam nos relacionamentos

Bert Hellinger descobriu que, assim como existem leis físicas (lei da Gravidade ou Termodinâmica) e leis naturais que determinam o equilíbrio de um ecossistema, os relacionamentos familiares também são regidos por forças ocultas de estabilidade.

Quando essas leis são violadas, temos uma desordem e a vida para de fluir, manifestando-se na forma de fracassos nos negócios, conflitos conjugais profundos ou perdas financeiras.

Bert Hellinger chamou essas leis naturais de Ordens do Amor.

Entre as Ordens do Amor temos a Ordem ou Hierarquia que dita, com clareza matemática, que quem chegou primeiro ao sistema familiar tem mais relevância do que quem veio depois.

Nesse sentido, os pais são os “Grandes” e os filhos são os “Pequenos”.

Cascata da vida

A vida é transmitida da geração anterior para a geração que vem depois e passou por várias mulheres e homens para chegarem até você.

Passa pelos pais e chega até os filhos.

Nega qualquer ponto dessa corrente que nos liga à nascente da vida tira nossa força.

Para que a pessoa receba essa força e caminhe com sua Autoconfiança inata no mundo, ela precisa ocupar seu lugar na corrente da vida. Sem se colocar acima de quem veio antes e nem abaixo de quem veio depois.

Arrogância sistêmica

O problema começa quando essa ordem é rompida por aquilo que chamamos de arrogância sistêmica ou falso sacrifício.

Movidos por uma lealdade cega e pelo amor infantil, o Pequeno tenta carregar as dores, as culpas ou os fardos que pertencem aos Grandes.

Ele olha para a dor de um dos Grandes e com todo Amor faz uma promessa de curar essa dor, nem que isso custe a felicidade dele.

Essa dinâmica fica muito clara nas Promessas de Infância. O momento em que a criança, ao perceber o sofrimento de sua mãe ou de seu pai, reza em segredo prometendo: “Pai, eu carrego isso no seu lugar” ou “Deus, tira essa dor da mamãe e passa para mim”.

Na vida adulta, esse falso sacrifício transforma-se em uma mochila invisível de pedras pesadas que travam a caminhada do indivíduo rumo ao sucesso.

Além de carregar o peso dos desafios de sua vida. Você carrega o peso sistêmico das lealdades invisíveis.

Ao tentar salvar ou carregar o peso de quem veio antes, o Pequeno se coloca em um lugar que não é dele, acima dos pais.

O impacto dessa desordem sistêmica está diretamente relacionado a perdas.

Você perde energia vital, perde foco na carreira e perde a disponibilidade afetiva para os seus próprios relacionamentos, pois a sua alma continua presa às pendências do passado.

Para assumir as rédeas de sua vida é preciso um movimento sistêmico simples: reconhecer o limite do seu Amor e adotar uma nova Postura diante desse Amor.

Desse jeito podemos devolver a mochila invisível com respeito aos pais e antepassados. E isso de modo algum significa que iremos abandoná-los.

Esse é um gesto em que deixamos de lado a prepotência e arrogância de nos acharmos mais capazes que os pais e passar a olhar para eles como Grandes e com força e dignidade suficientes para carregar o próprio destino.

Esperamos que tenha gostado,

Taimã e Sérgio

Instituto Encontre seu Lugar

P.S. Ainda dá tempo de trabalhar com profundidade essas questões em nosso evento de 1 dia – Imersão: Honrando o Passado para Mudar o Destino.

(`https://encontreseulugar.com.br/imersao-honrando-o-passado`)

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